segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Cara a cara com a campeã


E não é que acabei ficando frente à frente com Caroline Wozniacki, campeã da Copa Rogers 2010? Essa tenista dinamarquesa de apenas 20 anos e atualmente segunda colocada no ranking mundial beijou o trofeu, hoje à tarde, depois de derrotar em dois sets de 6-3 e 6-2 a russa Vera Zvoraneva (11.a colocada) na final do tradicional torneio de Montréal.

Pra quem não sabe, essa competição ocorre todos os anos em Toronto e em Montréal. Os homens começaram a disputar esse que é o terceiro torneio de tênis mais antigo do mundo em 1881. As mulheres, um pouco mais tarde, em 1892. Desde então, as duas cidades acolhem os atletas de forma alternada. As mulheres, por exemplo, sempre jogam em Montréal nos anos pares, enquanto a homarada tá dando raquetada em Toronto.

Bom, curiosidades esportivas à parte, acompanhando o sogrão no sonho de ver de perto, pela primeira vez na vida, suas tenistas prediletas, pude conferir o talento da Wozniacki durante as quartas-de-final na sexta-feira. Aqui, vale um parênteses: tênis não é lá muito a minha praia. Mas essa foi a segunda vez que servi como uma espécie de dama de companhia de alguém fanático pelo esporte. A primeira vez foi no ano passado, quando então trouxe ao plano do concreto um desejo antigo da minha mãe. E não é que tô começando a gostar do negócio?

O clima de um torneio de tênis é realmente especial. Principalmente quando os atletas estão em quadra e todo mundo precisa ficar sentadinho sem dar um pio. E ai de quem quebrar o protocolo. Os árbitros chamam a atenção, os jogadores param de jogar, todo mundo olha na direção do infeliz que ainda tá de pé procurando sua cadeirinha (desconfortável, por sinal) pra assistir ao jogo. Maior mico. Ah! E esquece querer guardar a bolinha do jogo caso ela caia no teu colo. Os gandulas (a gente usa o mesmo termo do futebol?) ficam esperando que ela volte à quadra. Pô!

Mas o que preciso dizer é que depois do segundo curso intensivo de regras básicas de tênis com os meus dois grandes mestres, acabei passando um final de semana ansiosa pelo resultado do torneio. Resultado que custou a sair.

Ainda não mencionei nesse blog, mas São Pedro é tudo, menos canadense. Depois de um final de semana de tempo xexelento, porque simplesmente não parou de chover, o sol só voltou a brilhar em Montréal nesta segunda-feira. Ou seja, as semi-finais da copa feminina, marcadas para sábado, e a grande final, programada, como sempre, para o domingo, tiveram que ser realizadas excepcionalmente hoje, em plena segunda-feira. Olha que saco! E as coitadinhas das tenistas que repartem um prêmio que chega a dois milhões de dólares tiveram que jogar tudo assim, no mesmo dia. Haja preparo! Mas essa Wozniacki mostrou que tá com tudo.

E não é que a Copa Rogers mal terminou e eu já começo a vislumbrar a próxima ocasião de circular pelo Estádio Uniprix? Atenção, caros mestres! Agora quem tem um sonho tenistico a realizar sou eu. Acho que seria realmente muito legal poder assistir com vocês a uma partida dos eternos rivais do tênis masculino, o espanhol Nadal (preferido do sogrão) contra o suísso Federer (o maior para a mamis). Prometo ficar bem quietinha. Minhas dúvidas foram - temporariamente - caladas. Finalmente acho que tô entendendo um pouquinho desse esporte que vocês, com razão, curtem tanto.

Sublime is back! With Rome.

Apáticos. Era assim que, de modo geral, eu considerava os canadenses quando - e sei que não se deve fazer isso - inevitavelmente comparava as plateias de shows daqui com as brazucas. Onde já se viu assistir a um show sentado? Mas minha opinião nao é mais a mesma desde ontem à noite quando Sublime with Rome (sim, Sublime!) tocou para um público literalmente enlouquecido com a oportunidade de testemunhar o renascer de uma das mais talentuosas bandas de ska-punk de todos os tempos.

A badalada casa de espetáculos Metropolis http://www.montrealmetropolis.ca/metropolis/default-fr.aspx, no centro de Montréal, chegou a ficar pequena para acolher os milhares de fãs que suportaram com ansiedade o calor e um atraso de 45 minutos do grupo californiano para o show memorável. E valeu a pena! Que sensação maravilhosa é essa de poder cantar com a banda clássicos como Doin' Time, Wrong Way e a minha preferida What I Got http://www.youtube.com/watch?v=eBYBVOuImGA&feature=related.

Sublime with Rome é um grupo recém-reformulado. Os membros do grupo original, Bud Gaugh (bateria) e Eric Wilson (baixo), se uniram ao jovem e supertalentoso Rome Ramirez que, apesar de seus apenas 21 anos, manda muito bem na árdua tarefa de ocupar o posto que inicialmente pertencia ao vocalista Bradley Nowell, morto de overdose, em 1996, quando a banda lançava o álbum Sublime, maior sucesso da cena do rock em 1997. Mesmo tendo sido ativa por relativamente pouco tempo, entre 1988 e 1996, até hoje Sublime está entre as bandas mais prestigiadas nas rádios dos Estados Unidos e conta com mais de 17 milhões de CDs vendidos em todo o mundo.

Mas tão impressionante quanto a qualidade do show da banda "ressuscitada" e atualmente em turnê pela América do Norte foi a resposta do público de Montréal na noite de ontem. Tanto que os seguranças tiveram trabalho, do começo ao fim, para tentar conter os mais exaltados que não hesitavam em tentar se sobressair do público. Foram muitos, mas muitos mesmo os que literalmente passearam deitados sobre a massa de gente, contando com o empurrãozinho dos demais espectadores.

Só não saquei e acho que não vou sacar nunca uma coisa. Por que em tudo que é show sempre tem gente que simplesmente não para de circular entre o público enquanto a banda tá tocando? Que coisa mais chata. Pô, era nada menos que Sublime que tava no palco! E isso não podia passar batido.

P.S. - Também me sinto quase que na obriga de destacar o som delicioso que precedeu Sublime with Rome. Os caras do Dirty Heads, também da Califórnia, foram perfeitamente escolhidos para começar a embalar o público na noite vibrante e inesquecível que foi essa dos 22 de agosto de 2010 em Montréal.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

História escondida


Dia desses, tive a oportunidade de visitar um local lindo e um tanto escondido, situado não muito longe de Montréal. Foi com grande surpresa que descobri a Maison Trestler http://www.trestler.qc.ca/index.html, às margens do Lago des Deux-Montagnes e do Rio des Outaouais, em Vaudreuil. Construída em 1798 pelo alemão Jean-Joseph Trestler, mercenário que desembarcou nos Estados Unidos em 1777 para lutar na Guerra da Independência americana, esse casarão de pedra sediou, além da residência do seu fundador, uma espécie de mercado de secos e molhados superfrequentado na época.

Reformada, a Maison Trestler foi declarada patrimônio histórico pelo governo de Québec. Por uma tarifa máxima de 4 dólares e mediante reserva, é possível se fazer uma visita guiada pelos aposentos da construção cheia de histórias, algumas, diga-se, de arrepiar. É que, conta a lenda, o casarão é mal-assombrado. Uma série de eventos "estranhos" teria sido relatada por ex-moradores da casa ou pelo pessoal que trabalha nesse que é hoje um espaço cultural.

Confesso que, em determinado momento da visita, até que fiquei com medinho. Separada do grupo que acompanhava, andava eu tranquilamente por um corredor do segundo andar, quando, de repente, uma porta gigante e pesadona se fechou atrás de mim. Assim, inexplicavelmente. E juro que não tinha janela aberta por perto, nem corrente de ar, nem uma brisinha que fosse. Nadica de nada. Eu, hein...

Acredita-se que perambula pela casa o espírito de uma das filhas do rico comerciante alemão. Catarina casou-se com o homem que amava e não com o pretendente que seu pai tinha em mente para o futuro da filha e dos seus negócios. Resultado: ela foi deserdada e nunca mais pôde voltar a colocar os pés na bela casa da família. Fato ou crendice, a verdade é que a Maison Trestler encanta pela paisagem que a cerca, os detalhes da sua arquitetura e, claro, pelos causos de seus antigos moradores.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Eu que fiz


Porque tem gente pedindo, eis aqui o convite de aniversário que eu mesma criei e enviei para meus amigos do Canadá. Curtiram? Os interessados podem efetuar suas encomendas neste guichê. Hehehehe...

Ressaca-surpresa


Queria ter feito isso antes, mas os últimos dias foram um tanto atípicos. Tudo começou no primeiro dia de existência do meu blog, ou seja, no meu aniversário. Acabei ganhando uma festa e, consequentemente, uma ressaca-surpresa daqueeeelas, que faz a gente querer gritar pra todo mundo ouvir: MUITO OBRIGADAAAAAAAAAA!!!


Hamilton, tu és um ótimo churrasqueiro, guri. Desconfio mais e mais que tu sejas um manauara com um pé nos pampas também. Jeff, adorei o sequestro-relâmpago. Mas agora confesso que fiquei com medinho. Tu mentes muito bem, mon amour. Lu, quero a receita da torta de limão, viu? Tava de lamber os beiços. Manu, amiga, finalmente comemoramos juntas os nossos nívers! Amém. Bibão, tu tens que dar um jeito de chegar mais cedo nas festas. Afinal, tua energia é indispensável. André, obrigada por ceder o lar, doce lar tão lindo e de vibração tão boa. Rodrigo, adorei as histórias de Cingapura! Carol, ja percebi que tu és parceria. De bar, inclusive. Hehehe... Xantiz, sempre é divertido das umas boas gargalhadas contigo. Vanessaaaaaaa, tô esperando as fotos, chérie. Mas isso pode ficar pra quando tu estiveres de volta a Montréal.


E seguindo na minha lista de agradecimentos. Também quero registrar aqui a minha alegria por poder ter bebido todas, mas simplesmente tooodaaaasssss, no Les Deux Pierrots http://www.lespierrots.com/ com amantes, como eu, das noites animadas. Jessica, Alex, Melissa, Pierre Henri, Márcio e, mais uma vez, Jeff, Gabi e Vanessa, foi divertídissimo festejar meus 30 anos à la québécoise com vocês. E que venham mais festas! Mas no Les Deux Pierrots eu só mostro a cara de novo no ano que vem. Saúde!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Bonne fête, Antoine!


Ele é tão fofo, mas tão fofo, que não posso deixar de homenagear o Antoine, afilhadinho do Jeff - mas um tantinho meu também - pelo aníver de primeiro aninho. Sim, mais um aniversário. Esse blog vai acabar sendo especializado em festas. Mas quem não curte uma?


Em todo caso, parabéns, Antoine! Provavelmente tu não tenhas te dado conta, mas tua festinha em Saint-Barthélemy tava ótima. Mesmo que a dinda estivesse sofrendo com a ressaca sob o sol de rachar.


P.S. - A pedido dos pais, falo em português com o Antoine. E a gente não teve problema algum até agora. Ele até entendeu que o time dele nas próximas Copas do Mundo de Futebol vai ser o Brasil. Hehehe...