segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Sublime is back! With Rome.

Apáticos. Era assim que, de modo geral, eu considerava os canadenses quando - e sei que não se deve fazer isso - inevitavelmente comparava as plateias de shows daqui com as brazucas. Onde já se viu assistir a um show sentado? Mas minha opinião nao é mais a mesma desde ontem à noite quando Sublime with Rome (sim, Sublime!) tocou para um público literalmente enlouquecido com a oportunidade de testemunhar o renascer de uma das mais talentuosas bandas de ska-punk de todos os tempos.

A badalada casa de espetáculos Metropolis http://www.montrealmetropolis.ca/metropolis/default-fr.aspx, no centro de Montréal, chegou a ficar pequena para acolher os milhares de fãs que suportaram com ansiedade o calor e um atraso de 45 minutos do grupo californiano para o show memorável. E valeu a pena! Que sensação maravilhosa é essa de poder cantar com a banda clássicos como Doin' Time, Wrong Way e a minha preferida What I Got http://www.youtube.com/watch?v=eBYBVOuImGA&feature=related.

Sublime with Rome é um grupo recém-reformulado. Os membros do grupo original, Bud Gaugh (bateria) e Eric Wilson (baixo), se uniram ao jovem e supertalentoso Rome Ramirez que, apesar de seus apenas 21 anos, manda muito bem na árdua tarefa de ocupar o posto que inicialmente pertencia ao vocalista Bradley Nowell, morto de overdose, em 1996, quando a banda lançava o álbum Sublime, maior sucesso da cena do rock em 1997. Mesmo tendo sido ativa por relativamente pouco tempo, entre 1988 e 1996, até hoje Sublime está entre as bandas mais prestigiadas nas rádios dos Estados Unidos e conta com mais de 17 milhões de CDs vendidos em todo o mundo.

Mas tão impressionante quanto a qualidade do show da banda "ressuscitada" e atualmente em turnê pela América do Norte foi a resposta do público de Montréal na noite de ontem. Tanto que os seguranças tiveram trabalho, do começo ao fim, para tentar conter os mais exaltados que não hesitavam em tentar se sobressair do público. Foram muitos, mas muitos mesmo os que literalmente passearam deitados sobre a massa de gente, contando com o empurrãozinho dos demais espectadores.

Só não saquei e acho que não vou sacar nunca uma coisa. Por que em tudo que é show sempre tem gente que simplesmente não para de circular entre o público enquanto a banda tá tocando? Que coisa mais chata. Pô, era nada menos que Sublime que tava no palco! E isso não podia passar batido.

P.S. - Também me sinto quase que na obriga de destacar o som delicioso que precedeu Sublime with Rome. Os caras do Dirty Heads, também da Califórnia, foram perfeitamente escolhidos para começar a embalar o público na noite vibrante e inesquecível que foi essa dos 22 de agosto de 2010 em Montréal.

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